terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O BBB e o "Estupro". Uma reflexão sobre o assunto.

Situação no BBB e o "estupro" - Uma reflexão sobre o assunto...

Aconteceu um estupro durante o programa BBB e foi televisionado. Sabe o que vai acontecer? Nada. E sabe por quê?

Porque o que acontece quando se junta um monte de gente inconsequente, e cria-se todo um ambiente de sacanagem, regado a drogas , é baixaria mesmo. Porque caso você não saiba, álcool é droga. E das mais pesadas. Só que você bebe mesmo assim.

Porque errado, além de quem estuprou, é quem produz esse ambiente de baixaria e transmite ao vivo para o mundo inteiro, ganhando oceanos de dinheiro, com cada "espiada" que é dada por dia. Você sabe disso, mas mesmo assim você vê o programa.

Porque errada, é a emissora que vende Playboy, Energético, Wisky e Cerveja por antecipação,  exibindo o tempo todo corpos sarados , que viram meros produtos, marionetes contratadas, a partir do momento que entram nesses programas. Depois acham estranho o que aconteceu. E na verdade, você compra esses produtos assim mesmo. E até gosta.

Porque errados, são as emissoras concorrentes, mentirosas, comerciais, que faturam alto promovendo fofocas diariamente sobre o programa, e agora polemizam sobre a baixaria que foi ao ar na Globo, só porque ela é a líder. Record, Band, SBT, Rede TV e por aí vai também exibem seus lixos diariamente e nesse momento, fazem um esforço danado para não  lembrar. Sentam no próprio rabo para latir para os outros. O que falar do programa "A fazenda"? Será que é diferente? E mesmo assim você bate palma.

Porque muito errados, somos todos nós, que repercutimos essa baixaria, com piadinhas enviadas pelas redes sociais, emails e boca a boca, e não temos a vergonha de continuar mesmo assim. Como seria bom se cada um falasse da sua própria vida, seus projetos e idéias.

Somos nós que fazemos isso acontecer. A gente espera o programa começar para ver o que aqueles personagens do "reality" vão falar durante o programa.

Somos nós que gostamos da safadeza que eles produzem e exibem a cada "festa" na casa. E somos nós que se precisar, esperamos até as 3h da madrugada para ver qual garota será a "estuprada da noite" debaixo do edredom, justamente porque está bêbada. Somos nós.

Sabe por que não vai dar em nada?
Porque a Globo não quer que dê em nada (Porque senão os diretores do programa deverão ser presos juntos com tarado que produziram, editaram e transmitiram ao vivo), porque a Playboy, o Energético , Wisky e a Cerveja querem continuar vendendo, e muito para todos que assistem. Porque as emissoras concorrentes querem continuar a perpetuar esse lixo, sendo incapazes de produzir o que presta, e importando o que há de pior das emissoras americanas e européias e também, porque fofoca alheia é mais barato e todos batem palmas. E porque nós, que somos marionetes dessa lógica, torcemos para que isso não acabe, mesmo que de forma inconsciente. "é o sangue latino", diriam alguns. Eu prefiro dizer que é a falta de pudor, de valores e alienação explicita que compartilhamos a cada momento. O carnaval está chegando, alguém diz o contrário?

E por último, porque você que conseguiu ler até aqui essa reflexão, que provavelmente percebe tudo isso que eu escrevi e até mais coisas é a minoria absoluta, infelizmente.

O que vai acontecer? Nada.

Adriano Goulart

domingo, 1 de janeiro de 2012

Quase

Quase


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
(Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo) 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

285 livros grátis sobre internet, redes sociais...

Fonte: http://www.tecnoartenews.com

285 livros grátis sobre internet, redes sociais, comunicação, TICs, educação, SEO, jornalismo e cultura digital

15/06  -  9:36
O site espanhol Humano Digital compilou links de 285 títulos de livros digitais ou e-books gratuitos (de livre acesso) em espanhol, inglês e português que abordam temáticas relacionadas à comunicação e cultura digital: ciberjornalismo, TICs, literatura digital, redes sociais, marketing digital, cibercultura, we 2.0., posicionamento em buscadores.
Livros digitais e e-books sobre comunicação e cultura digital
Elencamos aqui os títulos em português:
Em portugués (português) 
01. Como escrever para a web (Guillermo Franco)
02. O que é o virtual? (Pierre Lévy)
03. Jornalismo 2.0: como viver e prosperar (Mark Briggs)
04. Web 2.0: erros e acertos (Paulo Siqueira)
05. Para entender a internet (org. Juliano Spyer)
06. Redes sociais na internet (Raquel Recuero)
07. Televisão e realidade (Itania Gomes)
08. Autor e autoria no cinema e televisão (José Francisco Serafim)
09. Comunicação e mobilidade (André Lemos)
10. Comunicação e gênero: a aventura da pesquisa (Ana Carolina Escosteguy)
11. Conceitos de comunicação política (org. João Carlos Correia)
12. O paradigma mediológico: Debray depois de McLuhan (José A. Domingues)
13. Informação e persuasão na web (org. Paulo Serra e João Canavilhas)
14. Teoria e crítica do discurso noticioso (João Carlos Correia)
15. Redefinindo os gêneros jornalísticos (Lia Seixas)
16. Novos jornalistas: para entender o jornalismo hoje (org. Gilmar R. da Silva)
17. O marketing depois de amanhã (Ricardo Cavallini)
18. Branding: um manual para você gerenciar e criar marcas (José R. Martins)
19. Grandes Marcas Grandes Negócios (José R. Martins)
20. Relações Públicas digitais (org. Marcello Chamusca e Márcia Carvalhal)
21. Ferramentas digitais para jornalistas (Sandra Crucianelli)
22. Blogs.com: estudos sobre blogs (org. Raquel Recuero, Adriana Amaral e Sandra Montardo)
23. Mobilize: guia prático sobre marcas e o universo mobile (Ricardo Cavallini)
24. Mídias sociais: perspectivas, tendências e reflexões (e-books coletivo)
25. Manuais de cinema I: laboratório de Guionismo (Luís Nogueira)
26. Manuais de cinema II: gêneros cinematográficos (Luís Nogueira)
27. Manuais de cinema III: planificação e montagem (Luís Nogueira)
28. Manuais de cinema IV: os cineastas e a sua arte (Luís Nogueira)
29. Homo consumptor: dimensões teóricas da publicidade (Eduardo Camilo)
30. Retória e mediação II: da escrita à internet (orgs. Ivone Ferreira e María Cervantes)
31. O conceito de comunicação na obra de Bateson (Maria Centeno)
32. Comunicação e estranheza (Suzana Morais)
33. Néon digital: um discurso sobre os ciberespaços (Herlander Elias)
34. Manual da teoria da comunicação (Joaquim Paulo Serra)
35. Estética do digital: cinema e tecnologia (orgs. Manuela Penafria e Mara Martins)
36. Jornalismo digital e terceira geração (org. Suzana Barbosa)
37. Comunicação e ética (Anabela Gradim)
38. Blogs e a fragmentação do espaço público (Catarina Rodrigues)
39. Sociedade e comunicação: estudos sobre jornalismo e identidades (João Correia)
40. Teorias da comunicação (orgs. José Manual Santos e João Correia)
41. Comunicação e poder (org. João Correia)
42. Comunicação e política (org. João Correia)
43. Manual de jornalismo (Anabela Gradim)
44. A informação como utopia (Joaquim Paulo Serra)
45. Jornalismo e espaço público (João Correia)
46. Semiótica: a lógica da comunicação (Antônio Fidalgo)
47. Informação e sentido: o estatuto espistemológico da informação (Joaquim Serra)
48. Informação e comunicação online I: jornalismo online (org. Joaquim Serra)
49. Informação e comunicação online II: internet e com. promocional (org. Joaquim Serra)
50. Campos da comunicação (orgs. Antônio Fidalgo e Paulo Serra)
51. Jornalistas da web: os primeiros 10 anos (Jornalistas da web)
52. Onipresente (Ricardo Cavallini)
53. O uso corporativo da web 2.0 e seus efeitos com o consumidor (André Santiago)
54. Caderno de viagem: comunicação, lugares e tecnologia (André Lemos)
55. Desenvolvimento de uma fonte tipográfica para jornais (Fernando Caro)
56. Perspectivas do Direito da propriedade intelectual (Helena Braga e Milton Barcellos)
57. E o rádio? Novos horizontes midiáticos (Luiz Ferraretto e Luciano Klockner)
58. Manual de redação do jornalismo online (Eduardo de Carvalho Viana)
59. Jornalismo internacional em redes (Cadernos da Comunicação)
60. Cartilha de redação web: padrões Brasil e-Gov (Governo Federal)
61. A cibercultura e seu espelho (orgs. Eugênio Trivinho e Edilson Cazeloto)
62. Direitos do homem, imprensa e poder (Isabel Morgado)
63. Conceito e história do jornalismo brasileiro na ‘Revista de Comunicação’
64. Tendências e prospectivas. Os ‘novos’ jornais (OberCom)
65. O livro depois do livro (Giselle Beiguelman)
66. A internet em Portugal (OberCom)
67. Memórias da comunicação (orgs. Cláudia Moura e Maria Berenice Machado)
68. Comunicação multimídia (org. Maria Jospe Baldessar)
69. Cultura digital.br(orgs. Rodrigo Savazoni e Sérgio Cohn)
70. História da mídia sonora (orgs. Nair Prata e Luciano Klockner)
71. História das relações públicas (Cláudia moura)
72. Manual de laboratório de jornalismo na internet (Marcos Palacios e Beatriz Ribas)
73. O ensino do jornalismo em redes de alta velocidade (Marcos Palacios e Elias Machado)
74. Retórica e mediação: da escrita à internet (orgs. Ivone Ferreira e Paulo Serra)
75. Design/Web/Design: 2 (Luli Radfaher)
76. A arte de despediçar energia (Ricardo Cavalline)
77. A blogosfera policial no Brasil (orgs. Silvia Ramos e Anabela Paiva)
78. Direitos humanos na mídia comunitária (UNESCO)
79. Do broadcast ao socialcast (Manoel Fernandes)
80. Manual de assessoria de comunicação (FENAJ)
81. Manual de sobrevivência online (Leoni)
82. Olhares da rede (orgs. Claudia Castelo Branco e Luciano Matsuzaki)
83. A democracia impressa (Heber Ricardo da Silva)
84.  Design e ergonomia (Luis Carlos Paschoarelli)
85. Design e planejamento (Marizilda do Santos Menezes)
86. História e comunicação na nova ordem internacional (Maximiliano Martin Vicente)
87. O percurso dos gêneros do discurso publicitário (Ana Lúcia Furquim)
88. Representações, jornalismo e a esfera pública democrática (Murilo Soares)
89. Princípios Inconstantes (Itaú Cultural, com coordenação de Claudiney Ferreira)
90. Mapeamento do ensino de jornalismo cultural no Brasil em 2008 (Itaú Cultural)
91. Mapeamento do ensino de jornalismo digital no Brasil em 2010 (coord. Alex Primo)
92. Dinheiro na internet: como tudo funciona (Katiero Porto)
93. Como criar um blog: de desconhecido a problogger (Paulo Faustino)
94. Futuros imaginários: das máquinas pensantes à aldeia global (Richard Barbrook)
95. Além das redes de colaboração (orgs. Nelson De Luca Pretto e Sérgio Silveira)
96. Guia prático de marketing na internet para pequenas empresas (Cláudio Torres)
97. Políticas, padrões e preocupações de jornais e revistas brasileiros (UNESCO)
98. Teoria e pesquisa no contexto dos indicadores de desenv. da mídia (UNESCO)
99. Qualidade jornalística: ensaio para uma matriz de indicadores (UNESCO)
100. Sistema de gestão da qualidade aplicada ao jornalismo (UNESCO)
101. Manual de sobrevivência no mundo digital (Leoni)
102. Branding 1001: o guia básico para a gestão de marcas de produtos (Ricardo e Fernando Jucá)
103. Marca corporativa: um universo em expansão (Levi Carneiro)
104. Marketing 1 to 1 (Peppers&RogersGroup)
105. Tudo o que você precisa aprender sobre o Twitter (Talk)
106. Cultura livre (Lawrence Lessing)
107. As marcas na agenda dos CEOs (Troiano Consultoria)
108. Guia da reputação online (António Dias)
109. I Pró-Pesq – Encontro nacional de pesquisadores em PP (USP)
110. O ABCD do planejamento estratégico (Lowe)
111. Suprassumo Mídia Boom (Mídia Boom)
112. Vida para consumo (Zygmunt Bauman)
113. As redes sociais na era da comunicação interativa (Giovanna Figueiredo)
114. Escola de redes (Augusto de Franco)
115. Blog: jornalismo independente (Fernanda Magalhães)
116. Vidro e vidraça: crítica de mídia e qualidade no jornalismo (org. Rogério Christofoletti)
117. Smart digital. Conteúdo social (Bruno de Souza)
118. Jornalismo e convergência (orgs. Claudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Larangeira)
119. Perspectivas da pesquisa em com. digital (orgs. Adriana Amaral, Maria Aquino e Sandra Montardo)
120. Open source: evolução e tendências (Cezar Taurion)
121. Redes sociais e inovação digital (org. Gil Giardelli)
122. Radiojornalismo hipermidiático (Debora Lopez)
123. Em busca de um novo cinema português (Michelle Sales)
124. O paradigma do documentário (Manuela Penafria)
125. Cidadania digital (orgs. Isabel Salema e António Rosas)
126. Análise de discurso crítica da publicidade (Viviane Ramalho)
127. Ensaios de comunicação estratégica (Eduardo Camilo)
128. Para entender as mídias sociais (org. Ana Brambilla)
129. Comunicação e marketing digitais (orgs. Marcello Chamusca e Márcia Carvalhal)
130. Mídias sociais e eleições 2010 (orgs. Ruan Carlos e Nina Santos)
131. 11 Insights (Grupo Troiano
Para acessar à lista de títulos em inglês e espanhol, link-se:
- Humano Digital

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Centenário Tia Cecília


 Estes foram momentos daqueles mais raros e especiais que a vida nos reserva. Em que os anjos que conduzem a felicidade passam por nós rapidamente, e encantados pelos sorrisos humanos, deixam a mostra, por instantes, o portal que conduz a Deus. Neste tempo de amor os sinais são claros e radiantes. 

Os rostos rejubilam-se de alegria,as  famílias confraternizam-se, gerações, das mais diversas, compartilham carinho. Boa música, traduz a linguagem dos corações presentes. Agradeço a Deus por ter me permitido viver esse momento, e me sensibilizado por ele. Pela figura de duas mestres da vida que estavam também presentes , Tia Cecília, a Grande Centenária!, e minha avó, minha Mestre, Eterna e Amada senhora. 

Agradeço pelas crianças presentes, que puderam testemunhar que as relações humanas podem se pautar pelo amor, e que a esperança convivo ao lado daqueles que nela confiam. 

Por último, agradeço aos jovens e adultos, tios, primos, primas (irmãs), que materializaram essa experiêcia divino-temporal em festa, e fizeram acontecer.




domingo, 30 de outubro de 2011

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Biblioteconomia envergonhada no Brasil

Eliane Serrão Alves Mey 
A Biblioteconomia é das profissões mais antigas do mundo.
A primeira, certamente, foi a de tradutor, ou intérprete, quando os agrupamentos humanos se comunicavam entre si, ou quando o tradutor, dentro de um agrupamento, interpretava a vontade dos deuses. Aquela outra profissão, dita mais antiga, corresponde ao surgimento de bens materiais e valores individuais, não coletivos. Apenas a existência da posse e da herança faz com que a mulher se torne propriedade de um indivíduo, e não parte de um clã (1).
Quanto à antigüidade da Biblioteconomia, pode-se afirmar que seus fundamentos permanecem semelhantes ao longo dos milênios, embora suas técnicas, seus equipamentos, a produção e o uso de seus instrumentos, seus focos, seus usuários e seus estudos se hajam modificado com relativa freqüência.
E como se pode definir Biblioteconomia? Alguma literatura sobre o assunto (2), embora não amplamente revista e citada, permite resumir certas definições. Encontram-se os seguintes pontos essenciais, que a constituem, de modo geral: a) aquisição dos registros do conhecimento (desde a coleta de materiais tangíveis à criação de acervos digitais); b) organização dos registros do conhecimento (inclui análise, representação, criação de instrumentos de análise e representação, estudos teóricos e práticos, os mais variados); c) disseminação dos registros do conhecimento (abarca tanto os instrumentos de disseminação como os estudos sobre os usuários dos registros e outros aspectos teóricos e práticos).
Existem problemas iniciais com o termo Biblioteconomia, que se podem explicar, mesmo que não justificar:

a) a raiz biblio, derivada de biblion, não significa absolutamente livro; origina-se do grego, quando nem remotamente existia algo assemelhado a um livro; porém, referia-se à cidade de Biblos, produtora do papiro, material utilizado para escrita à época, em rolos (tipo barra de rolagem, como diz Manguel (3));
b) a palavra grega théke significa "caixa"e, por extensão, qualquer contêiner onde o material bibliográfico se encontre: estante, sala, edifício (cf. Edson Nery da Fonseca (4));
c) os sufixos -nomo, -nomia e -nômico derivam-se do grego -nomos, - nomia, -nomikos, e se aplicam a normas, regras, administração (por exemplo: agronomia, economia).

Portanto, a grosso modo, pode-se dizer que, segundo sua origem etimológica, a Biblioteconomia consistiria no conjunto de normas, regras ou leis para locais onde se guardam registros do conhecimento, ou na administração destes. Venhamos e convenhamos, uma definição muito pobre e acanhada para uma profissão de tal importância, respeitada no mundo inteiro (aqui já é outra conversa, à qual se espera chegar).
Talvez por sua origem etimológica, talvez pelas veneráveis instituições físicas, marcos arquitetônicos de prestígio, poder e cultura das nações, a Biblioteconomia continuou sempre, até o final do século XX, com sentido geográfico, espacial, vinculado aos edifícios-bibliotecas (5). A Profa. Cordélia Robalinho Cavalcanti, certa vez, disse que chamar os profissionais da Biblioteconomia de bibliotecários corresponderia a chamar os médicos de "hospitalários". (Durante a Idade Média, de fato, houve uma ordem monástica e guerreira, de hospitalários, cujos mosteiros deveriam abrigar peregrinos, doentes e feridos.) Assim, as bibliotecas, ao longo da História, destinavam-se à guarda, preservação e, até mesmo, disseminação de objetos físicos, tangíveis. Ou seja, um local para onde os usuários se deslocavam (ainda que para tomar emprestados os documentos), e não de onde se deslocavam os materiais até os usuários - função hoje exercida pelos arquivos eletrônicos na rede mundial de computadores.
Por fim, do mesmo modo, devido talvez a suas origens etimológicas, a Biblioteconomia caracterizou-se por conjuntos de normas, regras e, durante algum período ao final do século XX, pela administração. Nada tão enganoso, porque tais conjuntos de normas e regras mostram-se mais mutantes e mutáveis do que as roupas no dia-a-dia. E Biblioteconomia não é administração, mas esta se torna parte da multidisciplinaridade biblioteconômica.
Estaríamos, então, diante de uma área com nome falso? Erro de identidade? Amnésia profissional?
A partir do avanço significativo da eletrônica, durante e após a Segunda Guerra Mundial (uso bélico), até chegar ao uso institucional civil (décadas de 1970 e 1980) e ao uso individual (décadas de 1980, 1990 e neste início de século), formou-se um novo conceito, o de "ciência da informação", com inúmeros significados. Cabe aqui dizer que, como a "informação" é uma espécie de cortesã requisitadíssima, com uma corte numerosa e nenhum senhor, torna-se quase impossível determinar-lhe as características. Ela sempre muda, de acordo com o requisitante de seus favores no momento.
Lógico, hoje o mundo vive de informações. Mas será que estamos em uma sociedade da informação? Não creio!
Bem, talvez o mundo viva de conhecimento. Será que estamos em uma sociedade do conhecimento? Creio menos ainda!
Na verdade, a informação pura e simples, ou seja, o conjunto de signos que possui algum sentido, é manipulada, vendida, difundida, de acordo com interesses específicos, desde sua produção até seu consumo.
Há algumas semanas, por exemplo, avassalam-nos diariamente "informações sobre a gripe H1N1", por meio de boletins, notícias, entrevistas, publicidade, entre outros. Nenhum deles, porém, repassou-nos informações corretas e significativas. Se a mídia é contra o governo, apenas apresenta as mortes, para subentender que o governo não faz nada. Se os entrevistados são a favor do governo, tentam minimizar o quadro. Por um lado, fecham as escolas; por outro, continua o campeonato brasileiro de futebol, com milhares de pessoas concentradas em um estádio. Ou seja, uma quantidade massiva de informações manipuladas, de pouca valia para nós, cidadãos comuns. Sociedade da informação? Que falácia!
Da mesma forma, a "sociedade do conhecimento" faz-se para poucos. Historicamente, a "sociedade agrária" fazia-se para os donos da terra, e não para os servos-camponeses que nela trabalhavam; a "sociedade industrial" fazia-se para os donos das indústrias, e não para os operários que nelas trabalhavam; a "sociedade do conhecimento", ou a terceira onda de Toffler (6), faz-se para os poucos que detêm a posse ou os direitos (patentes) sobre o conhecimento e a informação, não para aqueles que com elas trabalham (um químico em uma indústria não usufruirá de seu conhecimento do mesmo modo que o conjunto de acionistas majoritários). Bill Gates talvez seja um dos únicos no mundo a desfrutar de seu próprio saber, em meio a bilhões. Sociedade do conhecimento? Mais uma falácia!
Como todas as falácias globalizadas, a Biblioteconomia e a Documentação internacionais mergulharam de cabeça na Ciência da Informação, esta área nebulosa, no limiar de várias outras, que ninguém sabe exatamente o que é.
O tesauro da Unesco, de 1975 (7), também confuso, na era pré-internet estabeleceu sutis diferenças entre "ciência da informação" e "ciências da informação". A Biblioteconomia seria um termo específico (TE) para Ciências da Informação e um termo relacionado (TR) à Ciência da Informação. A literatura sobre o tema é vastíssima e não nos preocupamos em citá-la. Destaca-se Buckland (8), em texto clássico, que distinguiu três tipos de informação: "como processo", "como conhecimento" e "como coisa".
Parece bastante claro que a informação, usada por biólogos, estatísticos ou jornalistas, por exemplo, serve de base para a elaboração de um conhecimento e seu conseqüente registro - só se pode tornar acessível, atingir o fim último de disseminação, a partir de seu registro, mesmo em ambientes naturais. (Um jardim botânico se diferencia substancialmente de um bosque, mesmo que ambos se mostrem indispensáveis à humanidade) Neste caso, portanto, a informação seria o fundamento para a produção de conhecimento e de registros do conhecimento. Nós, profissionais bibliotecários, também o geramos, dentro de nossa área; por exemplo: uma análise sobre comportamento dos usuários frente a catálogos automatizados, ou bibliotecas digitais. Informação, neste caso, caracterizar-se-ia como alicerce, ou como informação basilar.
Muito diferente apresenta-se a "informação" com a qual trabalhamos, que organizamos e disseminamos, a matéria-prima da Biblioteconomia, da Documentação e de todas as ciências afins. A propósito, Muela Meza (9) nos denomina "profissionais da informação documental". Não há como confundir a informação basilar com a informação matéria-prima, ou informação documental, ou registro do conhecimento. Na verdade, produzimos meta-informação; isto é, informações sobre informações documentais ou registros do conhecimento.
Existem, ainda, outros tipos de "informação", como os bits e bytes e outros fenômenos físicos da ciência da computação e das telecomunicações, que nos interessam apenas na medida em que afetam ou facilitam nosso trabalho.
Ao partir da leitura de alguns textos internacionais sobre formação em Biblioteconomia (10), verificam-se dois pontos-chave: a Biblioteconomia continua valorizadíssima no exterior e cada vez mais os cursos se denominam Ciência da Biblioteca e da Informação [Library and Information Science, ou LIS].
Um parêntese: há algumas décadas, existiam dois termos para Biblioteconomia em inglês: Librarianship[librarian = bibliotecário; -ship = sufixo para profissão; donde, Profissão de Bibliotecário] e Library Science [Ciência da Biblioteca]. Quando a Biblioteca deixou de ser geográfica para abarcar, também, o intangível, acrescentou-se Information [Informação] à Ciência da Biblioteca, gerando a LIS, sem abandonar a Library.
Após o Protocolo de Bolonha (11), já implementado em alguns países europeus (embora com inúmeras críticas e restrições), as universidades apresentam o modelo idêntico ao brasileiro: graduação, mestrado e doutorado. Os bibliotecários formam-se na graduação, com possibilidade de adquirir o certificado por outras vias, como mestrado ou especialização em Biblioteconomia (não em Ciência da Informação), após a graduação em outra área. Ou seja, a Biblioteconomia tem características próprias, arcabouços teórico e prático próprios, que exigem formação específica. O que não significa uniformidade nos currículos.
A França revela-se um caso à parte, ao proporcionar formações diferentes para tipos diversos de atuação, embora permaneça com a Biblioteconomia. Há duas associações profissionais de bibliotecários franceses: associação dos propriamente ditos e associação dos bibliotecários especializados e documentalistas. Oferece também um número significativo de cursos de pós-graduação voltados à área de tecnologia da informação e comunicação, ou seja, ao sentido amplo de Ciências da Informação.
O que acontece, no Brasil, que torna a Biblioteconomia tão envergonhada? Os bibliotecários não querem ser bibliotecários, mas "cientistas da informação" (qual das informações?), ou documentalistas, ou profissionais da informação etc. Por que não queremos ser "simplesmente" bibliotecários? Existe o estigma da palavra biblioteca; existem as bibliotecas escolares e públicas, regra geral precárias ao extremo. Essas não são causa, porém efeito, ou melhor, sintomas de doença social. Bibliotecas ruins implicam descrédito e menosprezo aos bibliotecários, criação de barreiras contra a leitura e contra o uso coletivo do conhecimento, contra a possibilidade de opção por alternativas e caminhos vários.
E como se demonstra este desprezo profissional no Brasil, esta gritante baixa-estima? Não apenas por trabalhos sérios e científicos (ver a tese de Tereza Walter (12), entre outros grupos de estudos e pesquisas), porém desde os cursos de Biblioteconomia em si. Certos profissionais de outras áreas, mesmo participantes da formação de bibliotecários, julgam-se superiores e, mais grave ainda, os docentes bibliotecários os aceitam como tal! Há cursos no Brasil que, de tão descaracterizados pela pseudo-interdisciplinaridade, por preconceitos medianos e desrespeitosos ao meio, entraram em colapso, em crise de identidade, originando conseqüências catastróficas à profissão e aos profissionais. Os desdobramentos iniciam-se pelo não reconhecimento da cientificidade da área. O que se torna muito estranho, mesmo.
Nós, bibliotecários, há milênios indexamos, criamos classificações do conhecimento, criamos linguagens documentárias e representação documental; estudamos comunicação com os usuários, e, pelo menos durante todo século XX, elaboramos e utilizamos dados estatísticos para avaliação de nossos instrumentos e seu uso (Otlet já tratava da bibliometria e faleceu em 1944) (13). Nada disso chegou junto com os computadores, ou com a análise de sistemas, ou com bancos de dados. Ao contrário, os conhecimentos biblioteconômicos tornaram-se subsídios para o desenvolvimento de conceitos teóricos nas áreas computacionais, entre outras.
Fique bem claro que não tenho absolutamente nada contra a computação! Adoro os equipamentos que facilitam nossa vida, cada dia mais práticos. Quem, vinte anos atrás, enfrentou filas e mais filas de bancos, ou pagamentos em carnê nas lojas, ou até cadernos de armazém, sabe o quanto vale um caixa eletrônico! Nada de voltar à era pré-internet, ou ao início do século XX, quando tínhamos varíola, gripe espanhola, tuberculose e outros males, sem vacina alguma, ou sem possibilidade de cura. Nada de saudosismos baratos! Os séculos XIX e XX têm importância histórica, social, filosófica, de grandes mudanças e acomodações da humanidade, mas viver no século XXI é muito melhor...
Nada disso, porém, nos impede de reconhecer que, mesmo mudada, a Biblioteconomia continua aí, abrindo portas a todos os seres humanos, não para uma "sociedade do conhecimento", mas para a transformação, o crescimento, o aprimoramento ético e social de cada indivíduo.
Por isto, indago: por que a Conferência Geral da IFLA, o mais importante evento biblioteconômico do mundo, com textos absolutamente essenciais para conhecimento e atualização dos bibliotecários, não vale pontos, ou quase nada, no conceito CAPES? Por que o CBBD [Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação] é desprezado pelos docentes de Biblioteconomia, com mínimo comparecimento? (Parece que a CAPES também não reconhece este congresso.) Por que temos cursos "burocrático-contabilistas" (especialmente na pós-graduação), onde se conta a produção docente em números? Alguém já se deu ao trabalho de investigar se uma produção excessiva não é fruto do prolífico autor "Control-C, Control-V"? Quem indexa e verifica similitudes e repetições, em vez de simplesmente confiar no Google, ou no Google Acadêmico? Alguém já se deu ao trabalho de verificar se não há um Maracanã inteiro de autores em um único texto? Será que o texto é coletivo, ou há uma apropriação indébita de autoria: eu assino seu texto e você assina o meu, ou algo semelhante?
Outro fato esdrúxulo ocorre ultimamente: orientandos de diversos cursos, de graduação ou pós-graduação, em vez de clarearem suas mentes em tais escolas e programas, parece que se obscurecem, tornam-se obtusos e não conseguem escrever nem mais uma linha por si mesmos! Dependem de seu orientador e do nome deste para qualquer texto publicado! Um fenômeno deveras curioso, que requer observação e estudo cuidadosos.
Há um caso difícil: o equilíbrio justo entre docentes bibliotecários e não-bibliotecários. A interdisciplinaridade, quando corretamente aplicada, seguindo preceitos éticos, pode tornar-se profícua e obter bons resultados. Se diferentes especialistas realizam pesquisas conjuntas voltadas à Biblioteconomia, se conhecem não apenas sua área, mas também a Biblioteconomia e seus princípios em profundidade e propõem-se a apresentar um enfoque diferente, existe um ganho indubitável. Porém, as pessoas refletem sua própria formação, sempre. Um número maior de docentes externos à área do que docentes bibliotecários criará sempre um viés desnecessário: seja para a estatística, a administração, a computação, a literatura, a sociologia, a comunicação, ou qualquer outra presente nos cursos, tangentes e necessárias à Biblioteconomia, porém nunca seu cerne. Comprometer futuros profissionais com esses vieses é uma temeridade sem volta e sem conserto (e em concerto desarmônico).
Todos nós, docentes, inclusive os burocratas/contabilistas (não cito o cunhador do termo por discrição) da Ciência da Informação, precisamos colocar a mão na consciência e verificar: o quanto somos culpados pela formação dos nossos alunos? O quanto aceitamos visões de mundo equivocadas? O quanto nos aproveitamos do trabalho alheio? O quanto estamos mais preocupados com a quantidade do que com a qualidade do que publicamos ou orientamos? Por que nós, bibliotecários, não nos impomos como parte de um universo científico, real, aceito por todos os órgãos de fomento, em vez de nos escondermos atrás de disciplinas ambíguas? Por que aceitar apenas o conhecimento desenvolvido em cursos de sentido estrito (e que nem sempre contribuem de modo efetivo para a profissão e para o conhecimento em si) e menosprezar o "saber de experiências feito" (como citaram mais de uma vez o Prof. Edson Nery e a Profa. Cordélia Cavalcanti). Por que tive o privilégio de presenciar aulas ou palestras de professores altamente competentes, cultos, que revolucionaram ou mesmo criaram a Biblioteconomia brasileira, embora sem nenhuma "letrinha após o nome", enquanto muitos estudantes, hoje, assistem às aulas de professores titulados, mas que mal sabem expressar-se em nossa língua materna? Por que os alunos são obrigados a presenciar aulas de docentes que, não apenas desconhecem a profissão, como também a menosprezam? Uma questão de gerações? Ou um desrespeito?
Aqui entre nós: estamos indiscutivelmente habilitados a criar hábitos de leitura, a trabalhar com crianças e jovens, a realizar o papel maior da Biblioteconomia de permitir o acesso público, livre e gratuito aos registros do conhecimento?
Há muito o que pensar, muito o que pesquisar e muito o que escrever. Nesta hora em que parece decidir-se a Educação no Supremo Tribunal Federal (veja-se o caso dos jornalistas), vamos refletir sobre o assunto, unirmo-nos em torno de um objetivo comum e salvar a Biblioteconomia brasileira, na certeza de que se trata de profissão capaz de mudar o mundo.

Referências

1 - Engels, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do estado. Trad. de Leandro Konder. 6. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980.
2 - Alix, Yves; Revelin, Gaël. Les bibliothécaires, combien de divisions? Bulletin des Bibliothèques de France, v. 54, n. 4, 2009. Disponível em: . Acesso em: 07 agosto 2009.
Fonseca, Edson Nery da. Introdução à Biblioteconomia. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2007.
Shera, Jesse H. The foundations of education for librarianship. New York: Becker and Hayes, c1972.
Há inúmeras outras fontes não referenciadas.
3 -Manguel, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
4 -Fonseca, Edson Nery da. Op. cit.
5 -Afirmado por:
Bauwens, Michel. Le temps des cybérothécaires? Documentaliste-Sciences de l'Information, v. 31, n. 4-5, p. 233-237, 1994. Apud
Cavalcanti, Cordélia R. Da Alexandria do Egito à Alexandria do espaço. Brasília: Thesaurus, 1996. p. 89.
Mais recentemente, no texto de:
Maack, Mary Niles. Place and space as presented in English language library and information science encyclopedias. In: IFLA GENERAL CONFERENCE AND COUNCIL, 74., 2008, Quebec, Canadá. [Proceedings]. Disponível em: . Acesso em: julho 2009.
6 - Toffler, Alvin. A terceira onda. Rio de Janeiro: Record, 1982.
7 - Wersig, Gernot; Neveling, Ulrich. Terminology of documentation: a selection of 1,200 basic terms published in English, French, German, Russian and Spanish. Paris: Unesco, 1976.
8 - Buckland, Michael. Information as thing. Journal of the American Society of Information Science, v. 42, n. 5, p. 351-360, June 1991.
9 - Muela Meza, Zapopan Martín. Introducción al pensamiento crítico y escéptico en las ciencias de la información documental. Crítica Bibliotecológica, Monterrey, Mexico, vol. 1, no. 1, jun-dic 2008. Disponível em: . Acesso em: julho 2009.
10 - Por exemplo:
Alix, Yves; Revelin, Gaël. Op. cit.
Audunson, Ragnar. Library and information science education: is there a Nordic perspective. In: IFLA GENERAL CONFERENCE AND COUNCIL, 71., 2005, Oslo, Norway. [Proceedings]. Disponível em: . Acesso em: julho 2009.
Broady-Preston, Judith. Changing information behaviour: education, research and relationships. IFLA GENERAL CONFERENCE AND COUNCIL, 73., 2007, Durban, South Africa. [Proceedings]. Disponível em: . Acesso em: julho 2009.
11 - THE BOLOGNA declaration on the European space for higher education. Disponível em: . Acesso em: julho 2009.
12 - Walter, Maria Tereza Machado Teles. Bibliotecários no Brasil: representações da profissão. 2008. Tese (doutorado)-Universidade de Brasília, 2008.
13 - Fonseca, Edson Nery da (Org.). Bibliometria: teoria e prática. São Paulo: Cultrix, 1986.

Nota:
* Este texto delirante não apresenta referências formais nem citações ao longo da escrita (como preconizado nos meios acadêmicos), mas somente ao final. A vantagem de perdermos as amarras da Academia reside no direito de se escrever o que se quer e na forma desejada, sem perder de vista o "dai a César o que é de César" (Bíblia, Novo Testamento, século I d.C .).
Fonte: Infohome
 
Disponivel em:

sábado, 17 de setembro de 2011

Artigo: Sobre o movimento de greve dos professores da Rede Estadual de Educação.

Para a Globo é fácil dizer que professor é baderneiro e atrapalha o trânsito. A audiência dela não vai cair por isso. 

Para o Governador é fácil dizer que não vai pagar o teto pedido pela classe. Na próxima eleição o dinheiro economizado com um possível aumento na remuneração dos educadores será o mesmo usado para a publicidade de campanha. Que por sinal, tem o propósito justamente de maquiar a lástima que o governo foi.

E para a população é fácil ficar passivo, sem posição definida. Somos educados para sermos conformistas. Aliás, a sociedade só se manifesta quando os problemas que lhe afetam passam justamente na Rede Globo, ou quando os Governos corruptos mudam seus tentáculos para beneficiar outros grupos, que não os da situação.

Um ciclo, lamentável. Misto de passividade burra, e "jeitinho brasileiro", que perpetua o modelo de ignorância e perversidade social, patrocinada por uma elite mais idiota ainda, que infelizmente, compactuamos a cada dia, quando saímos de casa, trabalhamos, estudamos e tentamos viver.

Se os professores não forem 100% duros nessa negociação, infelizmente não vai dar em nada, mais uma vez. O Governo já sabe o que fazer, a Rede Globo também, e a população.... ah a população é o que a Globo quiser que seja. Basta mudar a novela, ou por o jogo do "Corinthians" que todo mundo passa a torcer também.O Governo, representa a população! Bela Ironia. "A Gente se liga em você".. Já vi isso em algum lugar?