"As razões de não ser. O que foi que eu pensei? Nas terriveis dificuldades; certamente, meiamente. Como ia poder me distanciar dali, daquele ermo jaibão, em enormes voltas e caminhadas, aventurando, aventurando? Acho que eu não tinha conciso medo dos perigos: o que eu descosturava era medo de errar - de ir cair na boca dos perigos por minha culpa. Hoje, sei: medo meditado - foi isto. Medo de errar. Sempre tive. Medo de errar é que é a minha paciência. Mal. O senhor fia? Pudesse tirar de si esse medo-de-errar, a gente estava salva." (Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Por ocasião de minha saída de um lugar onde tanto gosto
"As razões de não ser. O que foi que eu pensei? Nas terriveis dificuldades; certamente, meiamente. Como ia poder me distanciar dali, daquele ermo jaibão, em enormes voltas e caminhadas, aventurando, aventurando? Acho que eu não tinha conciso medo dos perigos: o que eu descosturava era medo de errar - de ir cair na boca dos perigos por minha culpa. Hoje, sei: medo meditado - foi isto. Medo de errar. Sempre tive. Medo de errar é que é a minha paciência. Mal. O senhor fia? Pudesse tirar de si esse medo-de-errar, a gente estava salva." (Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas)
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Um comentário:
Poxa,que linda Drii.
Beijos Su
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