sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cinco mitos sobre a idade da informação

O LIVRO E A INTERNET
Cinco mitos sobre a idade da informação

Por Robert Darnton em 20/4/2011
Disponível em : http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=638JDB027

Reproduzido de The Chronicle of Higher Education,17/4/2011; este texto baseia-se numa palestra que o autor fez em março sobre o "Futuro das Humanidades", no Council of Independent Colleges Symposium, em Washington; tradução de Jô Amado
 
A confusão em torno da natureza da chamada idade da informação levou a uma situação de falsa consciência coletiva. Não é culpa de ninguém, e sim, um problema de todos porque ao tentarmos nos orientar no ciberespaço, frequentemente apreendemos coisas de forma errada e esses equívocos se disseminam tão rapidamente que são incorrigíveis. Considerados em seu conjunto, constituem a origem de uma proverbial não-sabedoria. Cinco deles se destacam:

1. "O livro morreu." Errado: são impressos a cada ano mais livros que no ano anterior. Até agora, foram publicados um milhão de novos títulos em 2011, no mundo inteiro. Na Grã-Bretanha, em um único dia – a "super quinta-feira", 1º de outubro de 2010 – foram publicadas 800 novas obras. Em relação aos Estados Unidos, os números mais recentes só cobrem 2009 e não fazem distinção entre livros novos e novas edições de livros antigos. Mas o número total – 288.355 – sugere um mercado saudável e o crescimento em 2010 e 2011 provavelmente será muito maior. Além disso, estes números, fornecidos por Bowker, não incluem a explosão na produção de livros "não-tradicionais" – mais 764.448 títulos produzidos por edições dos próprios autores ou editados, a pedido, por microempresas. E o negócio de livros também está crescendo em países emergentes, como a China e o Brasil. Qualquer que seja a forma de avaliar, a população de livros está crescen do, não decrescendo e, com certeza, não está morrendo.

Deterioração dos textos digitais

2. "Entramos na idade da informação." Este anúncio normalmente é entoado com solenidade, como se a informação não existisse em outras épocas. Mas toda era é uma era da informação, cada uma à sua maneira e de acordo com a mídia disponível nesse momento. Ninguém negaria que os modos de comunicação estão mudando rapidamente, talvez tão rapidamente quanto na época de Gutenberg, mas é um equívoco interpretar essa mudança como sem precedentes.

3. "Agora, toda a informação está disponível online." O absurdo dessa afirmação é óbvio para quem quer que já tenha feito pesquisa em arquivos. Somente uma mínima fração do material arquivado já foi lido alguma vez, muito menos foi digitalizado. A maioria das decisões judiciais, assim como a legislação – tanto estadual, quanto federal –, nunca apareceu na web. A imensa divulgação de regulações e relatórios por órgãos públicos permanece, em grande parte, inacessível aos cidadãos a quem diz respeito. O Google avalia que existem no mundo 129.864.880 livros e afirma ter digitalizado 15 milhões deles – ou cerca de 12%. Como conseguirá preencher a lacuna se a produção continuar a se expandir a uma média de um milhão de novas obras por ano? E como será divulgada maciçamente, e online, a informação em formatos não-impressos?

Metade dos filmes realizados antes de 1940 sumiu. Qual o percentual do atual material audiovisual que sobreviverá, ainda que numa aparição fugaz, na web? Apesar dos esforços para preservar os milhões de mensagens trocadas por meio de blogs, e-mails e instrumentos manuais, a maior parte do fluxo diário de informação desaparece. Os textos digitais deterioram-se muito mais facilmente que as palavras impressas em papel. Brewster Kahle, o criador do Internet Archive, avaliava, em 1997, que a média de vida de uma URL era de 44 dias. Não só a maioria das informações não aparece online, como a maioria das informações que alguma vez apareceu provavelmente se perdeu.

Transição para a ecologia digital

4. "As bibliotecas são obsoletas." Biblioteconomistas do país inteiro relatam que nunca tiveram tantos clientes. Em Harvard, nossas salas de leitura estão cheias. As 85 bibliotecas vinculadas ao sistema da Biblioteca Pública de Nova York estão abarrotadas de gente. As bibliotecas fornecem livros, vídeos e outro tipo de material, como sempre fizeram, mas também preenchem novas funções: acesso a informação para pequenas empresas, ajuda nos deveres de casa e atividades pós-escolares das crianças e informações sobre emprego para desempregados (o desaparecimento dos anúncios "precisa-se" nos jornais impressos tornou os serviços da biblioteca fundamentais para os desempregados).

Os biblioteconomistas atendem às necessidades de seus clientes de muitas maneiras novas, principalmente guiando-os através dos mistérios do ciberespaço para material digital relevante e confiável. As bibliotecas nunca foram armazéns de livros. Embora continuem a fornecer livros no futuro, também funcionarão como centros nervosos para a informação digitalizada – tanto em termos de vizinhança, quanto dos campi universitários.

5. "O futuro é digital." Relativamente verdadeiro, mas equivocado. Em 10, 20 ou 50 anos, o ambiente da informação será esmagadoramente digital, mas a predominância da comunicação eletrônica não significa que o material impresso deixe de ser importante. Pesquisa feita na História do Livro, disciplina relativamente recente, demonstrou que novos modos de comunicação não substituem os velhos – pelo menos no curto prazo. Na verdade, a publicação de manuscritos se expandiu após Gutenberg e continuou progredindo por três séculos. O rádio não destruiu o jornal, a televisão não matou o rádio e a internet não extinguiu a TV. Em cada caso, o ambiente de informação se tornou mais rico e mais complexo. É essa a experiência por que passamos nesta fase crucial de transição para uma ecologia predominantemente digital.

Leituras descontínuas

Menciono esses equívocos porque acho que eles atrapalham a compreensão das mudanças no ambiente da informação. Fazem com que as mudanças pareçam muito dramáticas. Apresentam as coisas fora de seu contexto histórico e em nítidos contrastes – antes e depois, e/ou, preto e branco. Uma visão mais sutil recusaria a noção comum de que livros velhos e e-books ocupam os extremos opostos e antagônicos num espectro tecnológico. Devia-se pensar em livros velhos e e-books como aliados, e não como inimigos. Para ilustrar esta afirmação, gostaria de fazer algumas breves observações sobre o mercado de livros – ler e escrever.

No ano passado, a venda de e-books (textos digitalizados criados para leitura manual) duplicou, respondendo por 10% das vendas no mercado de livros. Este ano, espera-se que atinjam 15%, ou mesmo 20%. Mas há indícios de que a venda de livros impressos também aumentou no mesmo período. O entusiasmo pelos e-books pode ter estimulado a leitura em geral e o mercado, como um todo, parece crescer. Novos leitores eletrônicos de livros, que operam como o ATM (protocolo de telecomunicações), reforçaram essa tendência. Um cliente entra numa livraria e solicita um texto digitalizado de um computador. O texto é baixado para o leitor eletrônico, impresso e entregue na forma de uma brochura em quatro minutos. Esta versão do serviço "impresso-por-pedido" mostra como o antiquado manuscrito pode ganhar vida nova com a adaptação à tecnologia eletrônica.

Muitos de nós nos preocupamos com a diminuição da leitura profunda, reflexiva, de ponta a ponta do livro. Deploramos a guinada para blogs, fragmentos de texto e tuítes. No caso da pesquisa, poderíamos reconhecer que os instrumentos de busca têm vantagens, mas nos recusamos a acreditar que eles possam conduzir ao tipo de compreensão que se adquire com o estudo contínuo de um livro.

Seria verdade, entretanto, que a leitura profunda diminuiu, ou mesmo que ela sempre tenha prevalecido? Estudos feitos por Kevin Sharpe, Lisa Jardine e Anthony Grafton provaram que os humanistas dos séculos 16 e 17 muitas vezes faziam leituras descontínuas, procurando passagens que poderiam ser usadas nas ácidas batalhas de retórica em juízo, ou pedaços de sabedoria que podiam ser copiados para livros banais e consultados fora de seu contexto.

Informação histórica

Em seus estudos sobre cultura entre pessoas comuns, Richard Hoggart e Michel de Certeau enfatizaram o aspecto positivo de uma leitura intermitente e em pequenas doses. Em sua opinião, cada leitor comum se apropria de livros (incluindo panfletos e romances de paixão) à sua maneira, induzindo-lhes o significado que faz sentido para sua compreensão. Longe de serem passivos, esses leitores, segundo Certeau, agem como "plagiadores", pescando um significado daquilo a que têm acesso.

A situação da escrita parece tão ruim quanto a da leitura para aqueles que só veem o declínio, com o advento da internet. Um deles lamenta-se: os livros costumavam ser escritos para o leitor comum; agora, eles são escritos pelo leitor comum. É evidente que a internet estimulou a autopublicação, mas o que há de errado nisso? Muitos escritores, com coisas importantes a dizer, nunca haviam conseguido uma editora para publicá-los – e quem achar seu trabalho de pouco valor, pode simplesmente ignorá-lo.

A versão online das publicações pagas pelo autor pode contribuir para sobrecarregar as informações, mas os editores profissionais se sentirão aliviados com esse problema e continuarão fazendo o que sempre fizeram – selecionado, editando, diagramando e negociando as melhores obras. Terão que adaptar seus talentos à internet – mas já o fazem – e podem tirar vantagem das novas possibilidades oferecidas pela nova tecnologia.

Para citar um exemplo de minha experiência, recentemente escrevi um livro impresso com um suplemento eletrônico, Poetry and the Police: Communication Networks in Eighteenth-Century Paris (Harvard University Press). Descreve como as canções de rua mobilizaram a opinião pública numa sociedade amplamente analfabeta. A cada dia, os parisienses improvisavam novas letras para antigas melodias e as canções fluíam com tamanha força que precipitaram uma crise política em 1749. Mas como é que as melodias alteravam seu significado? Depois de localizar as anotações musicais de uma dúzia de canções, pedi a uma artista de cabaré, Hélène Delavault, para gravá-las para o suplemento eletrônico do livro. Assim, o leitor pode estudar o texto das canções no livro ao mesmo tempo em que as escuta online. O ingrediente eletrônico de um antigo manuscrito torna possível explorar uma nova dimensão do passado, capturando seus sons.

Poderiam ser citados outros exemplos de como a nova tecnologia reforça velhos modos de comunicação, ao invés de miná-los. Não pretendo minimizar as dificuldades que enfrentam escritores, editores e leitores, mas acredito que uma reflexão com base na informação histórica poderia eliminar os equívocos que nos impedem de usufruir ao máximo da "idade da informação" – se assim a devemos chamar.
 

Adriano Goulart - Bibliotecário
Blog:
http://adrianoagr.blogspot.com
Twitter: www.twitter.com/adrianoagr

terça-feira, 19 de abril de 2011

Artigo: Reflexões sobre meio ambiente, sacolinhas plásticas, e economia.


Reflexões sobre meio ambiente, sacolinhas plásticas, e economia.


A cidade de Belo Horizonte à partir desse mês de abril de 2011 tem uma Lei que obriga os estabelecimentos comerciais a não fornecerem mais sacolinhas plásticas para os clientes.

Iniciativa positiva e argumento legítimo, de que tal procedimento diminuirá paulatinamente a quantidade desses produtos que não são degradáveis na natureza, contribuindo para a diminuição deste tipo de poluição em milhares de anos.


Então pergunto. O que você pensa sobre isso? E como se adequará a essa novidade?


Acho louvável essa iniciativa, principalmente no que tange ao passo que será dado para contribuição de um ambiente de melhor qualidade. Mas precisava ser um passo tão pequeno?


Gostaria de refletir algumas coisas que, de certa forma estão implícitas na proposta, mas que vejo poucas pessoas discutirem nesse momento. Nem a sociedade civil e nem o poder público.


Tudo bem que a partir de agora não oferecerão a sacola de maneira gratuita, tendo como solução o cliente trazer de casa uma sacola ou bolsa para transportar os produtos. Resolvido essa parte. Mas e as embalagens dos produtos que estão a venda? Embalagens de iogurtes, pacotes de arroz, feijão, farinha de trigo, mandioca, etc..Não continuam sendo sacolinhas do mesmo jeito? Houve alguma restrição para que esses produtos se adequem à nova condição? Não.


Caso o cliente queira, poderá comprar sob a bagatela de R$0,19 (dezenove centavos), uma sacolinha biodegradável (igualzinho a atual, diga-se de passagem). Resolvido? Não. De onde saiu esse preço? Então numa compra média para um mês, se eu me recusar comprar tais sacolinhas, uma vez que não será só uma que irá me atender em minha compra, como arranjarão tantas caixas de papelão para todo mundo conseguir levar os produtos para casa? Sem inocência nenhuma afirmo que alguém passa a ganhar com isso. E a pergunta então é: quem ganha com isso? A natureza?


Foi um passo de cunho ecológico ou econômico? Porque sinceramente percebo mais a mudança no meu bolso do que na vida das pessoas. Continuarão usando sacolinhas, só que agora comprando, visto que não há campanha de o que fazer a partir de agora. Principalmente depois que os produtos, já foram comprados, abertos e usados.


E o lixo? Teoricamente se não terei sacolinhas, e visto que o procedimento atual da população é de organizar o seu lixo nessas sacolinhas para jogar fora. Como será agora? Porque o governo se esforça em dizer sobre as sacolinhas, mas não orienta sobre novas formas de como liberar seu lixo doméstico.


O consumidor não terá mais as sacolinhas gratuitamente. Mas terá que comprar as mesmas para colocar seu lixo na rua. Ou jogará seus produtos ou os restos sem nenhuma embalagem?


Pneus continuam sendo fabricados, milhões de pilhas, baterias e produtos com o perigo químico e poluentes de grandes proporções são cada vez fabricados em maior quantidade, arrebentando o meio ambiente. Mas essas fabricantes não são obrigadas por exemplo, a manter o cadastro desses produtos e recolherem os mesmos. E se o fazem, é só para "inglês ver".


Não sou contra iniciativas desse patamar. Só percebo uma grande hipocrisia das autoridades em propor algo tão minimista como uma solução real. No meu entender, apenas desviam o foco da produção e consumo desenfreado que nós nos acostumamos.


Fizeram na minha opinião, um ajuste econômico com caráter ecologicamente correto. Se querem atingir realmente a qualidade ambiental e a diminuição da poluição, deveriam mirar principalmente no modo como o ser humano vem vivendo atualmente, o que evidentemente não seriam só as famigeradas sacolinhas plásticas as culpadas.


Acredito que várias percepções sobre esse tema poderiam ser compartilhadas. Aliás, isso deveria ser feito sempre que uma iniciativa dessa fosse colocada em prática. Chamada a responsabilidade da população e poder público e acima de tudo, discussão de ideias.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Veneno natural para ratos

Veneno ecológico para matar ratos.
*UTILIDADE PÚBLICA*
 
Nossos cientistas são feras mesmo!
Vivendo e aprendendo. Método usado por criadores de pássaros.
 
COMBATENDO OS RATOS
Mudei-me há poucos meses para o primeiro andar de um prédio e, como todo
paulistano, estou sendo vítima desses indesejáveis hóspedes..
Pergunta daqui, pergunta dali... uma amiga me disse que feijão triturado
matava ratos, mas não detalhou. Fui pesquisar e descobri esse estudo da
Universidade Federal de Pelotas (que é o link deste post).
http://www.ufpel.tche.br/faem/agrociencia/v1n1/artigo2.pdf
Como fazer:
Pegue uma xícara de qualquer feijão cru (sem lavar mesmo), co loque no
multiprocessador, ou liquidificador (SEM ÁGUA) e triture até virar uma
farofinha bem fininha, mas sem virar totalmente pó.
Onde colocar:
Coloque em montinhos (uma colher de chá) nos cantos do chão, perto das
portas, e janelas (sim eles escalam as janelas), atrás da geladeira, atrás
do fogão, atrás de tuuuuuuuuudo !
O que acontece:
O rato come essa farofinha, .. mas ele não tem como digerir o feijão (cru),
por falta de substâncias que digerem feijão cru, causando assim um
envenenamento natural por fermentação.
RESUMINDO: a rataiada morre em até 3 dias.
DETALHE IMPORTANTE:
Ao contrário dos tradicionais venenos (racumim, por ex) o rato morre e não
contamina animais de estimação que, por sua vez, morrem por terem comido o
rato envenenado. E a quantidade de feijão que ele ingeriu, e morreu, é
insuficiente para matar um cão ou gato, mesmo porque estes gostam de MATAR
pra comer... mas morto eles não comem.
Se tiver crianças pequenas (bebês) ainda em período de engatinhamento, que
colocam tudo na boca, não faz mal algum, pois o feijão para o ser humano,
mesmo cru, é digerido.
NÃO TEM CONTRA-INDICAÇÃO
REPASSEM, O MEIO AMBIENTE E A SAÚDE DE TODOS NÓS AGRADECEM,* VAMOS PARAR DE
UTILIZAR QUÍMICOS A TODO SEGUNDO !*



Adriano Goulart - Bibliotecário
Blog:
http://adrianoagr.blogspot.com
Twitter: www.twitter.com/adrianoagr

sábado, 19 de março de 2011

Coisas que gostaria de falar ao povo brasileiro, em referência a visita do Barack Obama

Sobre o Barack..

1 -  - Ele tem uma oratória e tanto... Mas até agora, o "líder do mundo" é puro blá blá blá.

2 - Prêmio Nobel da paz antes de qualquer realização. Que fajudo hein! Nem as guerras que o seu país está envolvido ele resolveu.

3 - Não adianta vir só sorriso ao Brasil, porque sabemos que no primeiro jantar com a Dilma , à mesa, vocês vão dizer: - "me passa o pré-sal?"

4 - Com todo respeito a família, Mr.Obama, ohhh familinha feia você tem hein! Putz, nem os melhores estilistas conseguiram melhorar não! Qualquer elogio é tipo... pura bajulação. Já leram o conto "a roupa nova do rei"? Pois é, igualzinho...

Agora ao povo brasileiro

1 - Chega de bajulação travestida de boas-vindas! Puxa a vida, tá parecendo mendigo pedindo migalha para um rico! Muda o disco Brasil!

2 - Depois querem que vejam o país com outros olhos lá fora... Roteiro da programação da Família Obama no Brasil: a) visitar favelas do Rio, b)visitar mulatas do carnaval, c)ganhar camisas do Flamengo. -- Ah não... Dá vergonha isso gente! Pelo amor de Deus!

3 - Povinho retardado esse que eu faço parte viu! A reportagem da Record perguntou para as pessoas no Rio o que acharam do Obama não discursar mais na rua e disseram: "-Achei ruim porque queria ver o "HOMEM" nos braços do seu povo!" - Ah não, fala sério, eu não ouvi isso não! - Brasil, "o homem" não fala a nossa língua, nos considera como baratas, quer o nosso pré-sal, quer a nossa economia que os chineses andam levando deles e se precisar, neuróticos e ignorantes como são, mandariam sem problema tirar o Cristo redentor daqui alegando que pode ser um sinal de ataque terrorista, uma estátua com os braços abertos! - Ridículo.

4 - E por último, não tem como não plagiar, mas é plenamente atual... "Brasil, qual é a tua cara, quero ver quem paga, pra gente ficar assim?"

tenho dito...

Coisas que gostaria de falar a uma mera portuguesesa entrevistada no Brasil.

(ps. o motivo dessa nota foi uma reportagem que fizeram com uma turista portuguesa, que estava hospedada no mesmo hotel que o Barack Obama ficaria no Brasil. - Indagada sobre se ela gostaria de ficar no país para ver o presidente americano, ela respondeu: "-Sim, pois quero ver se o povo brasileiro está preparado para receber um líder mundial") - Diante disso... ela pediu né...

1 - Querida amiga portuguesa. É Maria o seu nome não é? Pois bem, serei bem didático pois acredito que assim tenho chance de me fazer entendido, dada a dificuldade de inteligencia que você e seus compatriotas têm de entender alguma coisa: V O C Ê É I D I O T A ! Entendeu?

2 - O único mérito que o povo português tem em relação ao mundo, foi do "achamento do Brasil", assim como vocês o dizem, pois por meio de nós, se fizeram conhecidos. A minha nação, senhora, cujo senhores parasitaram por quase dois séculos, hoje é a sétima economia do mundo. Em que lugar vocês estão nessa escala mesmo? Ah é, esqueci que vocês estão mendigando entre os países da comunidade européia não é?

3 - Por favor, percebam que essa mentalidade de metrópole e colônia, que lhes é peculiar e ultrapassada, já está fora de moda há alguns séculos e se fossemos pôr de verdade à mesa, as cartas, os senhores já não teriam moral nenhuma nem para sugerir alguma coisa aos irmãos colinguísticos, quanto mais avaliar atitudes e comportamentos. Prova disso é a mudança de ortografia de língua portuguesa, sugerida pelos brasileiros e demais países luso-linguisticos e aprovada pelos países membros dessa identificação idiomática. Mais moderna e esclarecida, que favorece a comunicação, tradicionalmente amarrada e cheia de vícios como é pronunciada nesse país inicial.

4 - Sobre a relação entre minha nação e outros povos, como os americanos, os franceses, italianos... e a nossa recepção a esses povos, acredito não ser da sua conta se o fazemos bem ou mal, mas só como informação...

a) no último ano, recebemos a visita de líderes americanos, africanos, europeus, orientais, dos mais diversos, que compartilharam sua cultura, fizeram grandes parcerias, o que nos coloca entre um dos países mais interessantes para investir e visitar internacionalmente. Quantas pessoas visitam Portugal durante o ano? Pesquise e depois procure saber sobre o Brasil. Não preciso te falar dele para quem não sabe de si próprio.

b) O Brasil sediará uma Copa do Mundo e dois anos depois , uma olimpíada. Quantos e quais desses eventos já foram feitos em seu país? Acredito que um desses critérios também inclui a receptividade de um povo.

5 - Qual é a representação de vocês na ONU? Lembro-lhes que em breve minha nação terá cadeira permanente na entidade e não se surpreenda se futuramente nossas sugestões em relação aos bens econômicos e sociais mundiais interfiram em seu país. Quem será colônia então hein?

6 - Por último, gostaria de saudar a família Bragança, que nos favoreceu muito com o fato de D.Pedro II ter ficado por aqui e nos ter tirado a responsabilidade de bancar essa pedra no sapato, chamada Portugal, que além de Fado, Cristiano Ronaldo, e Azeite de Oliva, deve tudo que tem ao que usurpou de minha grande, e muito maior que a sua, NAÇÃO BRASILEIRA.

Tenho dito.

Adriano. um brasileiro.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

BBB --- AHHHH!!!!

Acredito que o texto não é essencialmenteo do Luiz Fernando Veríssimo, porque afinal, eu o recebi por email. Mas independente disso, quem escreveu teve um raciocío perfeito.
 
 
BIG BROTHER BRASIL
(Luiz Fernando Veríssimo)
 
Que Me Perdoem Os ávidos Telespectadores Do Big Brother Brasil (BBB), Produzido E Organizado Pela Nossa Distinta Rede Globo, Mas
Conseguimos Chegar Ao Fundo Do Poço...A  décima Primeira (está Indo Longe!) Edição Do BBB é Uma Síntese Do Que Há De Pior Na TV
Brasileira. Chega A Ser Difícil,... Encontrar As Palavras Adequadas Para Qualificar Tamanho Atentado à Nossa Modesta Inteligência.
Dizem Que Em Roma, Um Dos Maiores Impérios Que O Mundo Conheceu, Teve Seu Fim Marcado Pela Depravação Dos Valores Morais Do Seu Povo, Principalmente Pela Banalização Do Sexo. O BBB é A Pura E Suprema Banalização Do Sexo. Impossível Assistir, Ver Este Programa Ao Lado Dos Filhos. Gays, Lésbicas, Heteros... Todos, Na Mesma Casa, A Casa Dos "heróis", Como São Chamados Por Pedro Bial. Não Tenho Nada Contra Gays, Acho Que Cada Um Faz Da Vida O Que Quer, Mas Sou Contra Safadeza Ao Vivo Na TV, Seja Entre Homossexuais Ou Heterosexuais. O BBB é A Realidade Em Busca Do IBOPE...
 
Veja Como Pedro Bial Tratou Os Participantes Do BBB. Ele Prometeu Um  "zoológico Humano Divertido" . Não Sei Se Será Divertido, Mas
Parece Bem Variado Na Sua Mistura De Clichês E Figuras Típicas.
 
Pergunto-me, Por Exemplo, Como Um Jornalista, Documentarista E Escritor Como Pedro Bial Que, Faça-se Justiça, Cobriu A Queda Do
Muro De Berlim, Se Submete A Ser Apresentador De Um Programa Desse Nível. Em Um E-mail Que  recebi Há Pouco Tempo, Bial Escreve
Maravilhosamente Bem Sobre A Perda Do Humorista Bussunda Referindo-se à Pena De Se Morrer Tão Cedo.
Eu Gostaria De Perguntar, Se Ele Não Pensa Que Esse Programa é A Morte Da Cultura, De Valores E Princípios, Da Moral, Da ética E Da
Dignidade.

Outro Dia, Durante O Intervalo De Uma Programação Da Globo, Um Outro Repórter Acéfalo Do BBB Disse Que, Para Ganhar O Prêmio De Um Milhão E Meio De Reais, Um Big Brother Tem Um Caminho árduo Pela Frente, Chamando-os De Heróis. Caminho árduo? Heróis?
São Esses Nossos Exemplos De Heróis?

Caminho árduo Para Mim é Aquele Percorrido Por Milhões De Brasileiros: Profissionais Da Saúde, Professores Da Rede Pública
(aliás, Todos Os Professores), Carteiros, Lixeiros E Tantos Outros Trabalhadores Incansáveis Que, Diariamente, Passam Horas Exercendo Suas Funções Com Dedicação, Competência E Amor, Quase Sempre Mal Remunerados.. Heróis, São Milhares De Brasileiros Que Sequer Têm Um Prato De Comida Por Dia E Um Colchão Decente Para Dormir E Conseguem Sobreviver A Isso, Todo Santo Dia.
Heróis, São Crianças E Adultos Que Lutam Contra Doenças Complicadíssimas Porque Não Tiveram Chance De Ter Uma Vida Mais
Saudável E Digna.

Heróis, São Aqueles Que, Apesar De Ganharem Um Salário Mínimo, Pagam Suas Contas, Restando Apenas Dezesseis Reais Para  limentação, Como Mostrado Em Outra Reportagem Apresentada, Meses Atrás Pela Própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil Não é Um Programa Cultural, Nem Educativo, Não Acrescenta Informações E Conhecimentos Intelectuais Aos
Telespectadores, Nem Aos Participantes, E Não Há Qualquer Outro Estímulo Como, Por Exemplo, O Incentivo Ao Esporte, à Música, à
Criatividade Ou Ao Ensino De Conceitos Como Valor, ética, Trabalho E Moral.
E Ai Vem Algum Psicólogo De Vanguarda E Me Diz Que O BBB Ajuda A "entender O Comportamento Humano". Ah, Tenha Dó!!!
Veja O Que Está Por De Tra$$$$$$$$$$$$$$$$ Do BBB: José Neumani Da Rádio Jovem Pan, Fez Um Cálculo De Que Se Vinte E Nove Milhões De Pessoas Ligarem A Cada Paredão, Com O Custo Da Ligação A Trinta Centavos, A Rede Globo E A Telefônica Arrecadam Oito Milhões E Setecentos Mil Reais. Eu Vou Repetir: Oito Milhões E Setecentos Mil Reais A Cada Paredão.
Já Imaginaram Quanto Poderia Ser Feito Com Essa Quantia Se Fosse Dedicada A Programas De Inclusão Social: Moradia, Alimentação,
Ensino E Saúde De Muitos Brasileiros?

(Poderiam Ser Feitas Mais De 520 Casas Populares; Ou Comprar Mais De 5.000 Computadores!)
Essas Palavras Não São De Revolta Ou Protesto, Mas De Vergonha E Indignação, Por Ver Tamanha Aberração Ter Milhões De
Telespectadores.

Em Vez De Assistir Ao BBB, Que Tal Ler Um Livro, Um Poema De Mário Quintana Ou De Neruda Ou Qualquer Outra Coisa..., Ir Ao Cinema..., Estudar... , Ouvir Boa Música..., Cuidar Das Flores E Jardins... , Telefonar Para Um Amigo... , Visitar Os Avós... , Pescar..., Brincar Com As Crianças... , Namorar... Ou Simplesmente Dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída
nossa sociedade.
  
  
"A felicidade só é real quando compartilhada." -  Christopher
McCandles.

Faço minhas essas palavras!

Prezados  amigos, quero agradecer a todos pelos e-mails educacionais que recebí em 2010.
 
Hoje sou outra pessoa.

Graças a eles:

Eu não  abro mais a porta do   banheiro sem usar uma toalha de papel nas mãos; não bebo mais refrigerante com rodelas de  limão nem como camarão com o limão para não me  intoxicar, agora chupo laranja me preocupando com as milhares de bactérias na casca;  

Eu não consigo  mais usar o controle remoto em quartos de hotel  porque não sei  o que a última pessoa estava fazendo enquanto navegava nos canais adultos; 

Eu tenho  dificuldade em apertar a mão de alguém que   estava dirigindo porque o passatempo predileto de alguém dirigindo é   cutucar o nariz;

Eu não consigo  pegar numa bolsa de mulher com medo que  ela a tenha colocado no chão de um banheiro público;

Eu tenho que  mandar um agradecimento especial para quem me  mandou uma mensagem falando do cocô de rato na cola de envelopes porque  agora eu uso uma esponja úmida para cada envelope que precisa ser selado.
 
Pela mesma  razão, escovo  vigorosamente cada latinha antes de abri-la;

Eu não tenho  mais economias porque dei para  uma menina doente (Penny Brown) que está para morrer pela 1.387.258 vez. 

Eu não tenho  mais dinheiro mas isto vai   mudar quando eu receber os 15.000 dólares que o Bill Gates/Microsoft e AOL vão me mandar  por participar no programa especial de e-mail.

Eu não me  preocupo mais com minha alma porque eu tenho  363.214 anjos olhando por mim, e a novena de Santa Theresa atendeu todos os meus desejos. E depois, Nossa Senhora tá morando aqui em casa.
 
Eu não posso  mais beber um drink num bar porque posso  acordar numa banheira cheia de gelo sem meus rins.

Eu não posso  mais usar desodorantes cancerígenos mesmo fedendo como um búfalo num dia quente.

GRAÇAS A VOCÊS  aprendi que  minhas preces só serão atendidas se eu enviar um email para 7 dos meus  amigos e fizer um desejo em 5 minutos.

GRAÇAS Á SUA  PREOCUPAÇÃO eu não bebo mais Coca Cola porque ela é capaz de remover manchas em privadas.  

Eu não  abasteço mais o carro sem ter alguém  vigiando o carro para que um serial killer não entre   no banco de trás enquanto eu estou abastecendo.

Eu não bebo  mais Pepsi ou Fanta porque as  pessoas que produzem esses produtos são ateístas e se recusaram a colocar nas latinhas Feito por Deus.

E OBRIGADO POR  ME AVISAR que eu não  posso esquentar um copo de água no microondas porque pode estourar na minha cara e me desfiguar para a vida inteira.

Eu não vou mais ao cinema porque me disseram que eu posso ser picado por num alfinete infectado com AIDS quando eu sentar.

Eu não vou mais a shopping centers porque alguém pode me drogar com uma amostra de perfume e me roubar.

Eu não recebo mais pacotes da UPS ou FedEx porque na realidade os entregadores são agentes disfarçados da Al Qaeda.

E eu não atendo mais telefones porque alguém vai me pedir que disque um número pelo qual eu vou receber uma conta com chamadas para a Jamaica, Uganda, Singapura e Uzbekistan.
 
GRAÇAS A VOCÊS   eu não uso outra privada que não a minha porque uma enorme cobra preta pode estar escondida dentro da privada e me matar instantaneamente quando picar minha   bunda.

E GRAÇAS AO SEU ÓTIMO CONSELHO eu não me  abaixo mais para pegar uma moeda caída no chão do estacionamento porque   provavelmente foi colocada lá por um tarado sexual ou assaltante que estará lá esperando  prá me atacar.
 
Eu não dirijo  mais meu carro porque  comprando gasolina de algumas empresas, estou apoiando a Al Qaeda e se comprar das outras companhias, estou apoiando os ditadores sul-americanos.  

Eu não mexo  mais no meu jardim porque tenho  medo que vou ser picado pela aranha madeira e minha mão vai cair.  

Eu agora guardo minha escova de dentes no quarto, assim não corro o risco de contaminá-la com as bactérias da privada.

Se você não  mandar este e-mail para pelo menos 144.000 pessoas nos próximos 70 minutos,  uma pomba grande com diarréia vai pousar em sua cabeça às 17:00 horas amanhã à tarde e te cagar todo. Eu sei que isto vai acontecer porque aconteceu com a cabelereira da melhor amiga do segundo marido da prima da sogra de minha vizinha, que não enviou o e-mail. 
 
Ah, e a   propósito:
Um cientista  alemão da Argentina descobriu, após um longo estudo, que pessoas com pouca atividade cerebral leem seus emails com a mão sobre o   mouse.

Não preocupe em tirá-la, é tarde demais! 

Adriano Goulart - Bibliotecário
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